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3 Milhões de hectares devastados: Fogo no Pantanal já é uma das maiores catástrofe ambientais da história

Apesar da situação crítica, o IBAMA, por ordens de Bolsonaro e Salles, diminuiu o ritmo das operações de fiscalização no Mato Grosso do Sul em 2020

Por Redação em 18/09/2020 às 09:28:50

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Junte as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e multiplique por dez. Este é o tamanho da região do Pantanal brasileiro destruída pelas chamas. A onda de incêndios provocou um verdadeiro desastre ambiental no Bioma, do início do ano até o último domingo (13), a estimativa era de que o fogo já tivesse destruído 2,92 milhões de hectares do Pantanal, sendo 1,1 milhão somente no estado do Mato Grosso do Sul. Hoje a área já é maior tendo atingido os 3 milhões de hectares e 2020 ficará marcada para a história como o ano em que 20% do pantanal desapareceu.

O Parque Estadual Encontro das Águas, que abriga maior refúgio de onças-pintadas no mundo, teve 85% do seu território consumido pelas chamas. Segundo o Instituto Centro Vida (ICV), os incêndios destruíram uma área de 92 mil hectares do parque, que tem 108 mil hectares. Nas redes sociais multiplicam-se os vídeos de onças carbonizadas e tantas outras agonizando com as solas das patas e partes do corpo em carne-viva, devido ao fogo.

Na semana passada, ao ser questionado sobre os incêncios durante uma reunião, o ministro do Meio Ambiente respondeu as gargalhadas junto com Jair Bolsonaro que o governo estava se esforçando para combatê-los, mas na mesma semana compartilhou um vídeo negando que os biomas brasileiros estivessem em perigo.

Apesar da situação crítica, o IBAMA, por ordens de Bolsonaro e Salles, diminuiu o ritmo das operações de fiscalização no Mato Grosso do Sul em 2020, o que refletiu na redução das multas por queimadas. A partir de dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento, o Observatório do Clima, rede de organizações da sociedade civil, concluiu que nos primeiros oito meses do ano o Ministério do Meio Ambiente não gastou nem 1% da verba para preservação: o orgão tinha em caixa mais de R$ 26,5 milhões, mas usou pouco mais de R$ 105 mil.

Fonte: Esquerda Pensante

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