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Conheça a história do Movimento Estudantil

Movimento enfrentou a ditadura e segue como o Movimento Social de maior expressão no Brasil

Por Daniel Silva em 31/08/2020 às 10:26:47

Movimento com forte presença no contexto político e nacional.

O Movimento Estudantil foi protagonista em 2019 de três grandes manifestações contra os cortes nas universidades e Institutos Federais, e em defesa da educação pública.

Vale lembrar-se da manifestação do dia 15 de Maio que conseguiu levar milhares de pessoas as ruas em todo Brasil.

Essa não é a única vez que os estudantes se mobilizam em prol de pautas amplas e que envolvam a sociedade brasileira.

Em suas Organizações e movimentos num todo interfere e se posiciona na política nacional trazendo críticas dos brasileiros.

Para entendermos melhor a trajetória do movimento estudantil no Brasil devemos observar as organizações estudantis que tem como objetivo reunir diversos movimentos e levantar questões sociais, e por meio de luta com relação a certas situações.

As formas de envolvimento estudantil em debates e decisões só foram consideradas partes dos movimentos sociais com a criação da UNE, como entidade em 1937, onde mudou de vez a dinâmica do movimento estudantil brasileiro.

A organização se tornou o Movimento Social de maior expressão no país e a principal responsável pela criação da mesma foi a União da Juventude Comunista.

No período em que ocorreu a criação da organização, o Brasil vivia o estado novo.

Na década de 60 a articulação da UNE fez o movimento estudantil ficar bastante visível no cenário político brasileiro sendo seu principal ponto de manifesto a necessidade de uma reforma Universitária.

Uma prova dessa visibilidade é a invasão em frente a sede da organização, tudo isso após a tomada de poder pelos militares.

Em um de Abril 64, o golpe militar mostra sua disposição com os estudantes, a UNE foi invadida, saqueada e queimada, em um ato de ódio que escapa do terreno político.

A repressão militar continuou e trouxe o silenciamento do Movimento Estudantil.

Foi só em 1974 que movimento começou a sua reconstrução.

Em 1984 a organização ajudou na criação de centros e diretórios acadêmicos e grêmios estudantis.

Em seguida, com a vitória de Lula nas eleições, a organização conseguiu alcançar algumas demandas, mas essa união alimentou uma disputa interna dentro do movimento.

Recentemente surgiu no quadro dos movimentos sociais uma nova organização denominada Bloco de Lutas, o grupo teve maior visibilidade no ano de 2013 quando as chamadas jornadas de Junho que eclodiram passeatas e manifestações no país.

No Brasil, podemos encontrar diversos movimentos estudantis.

Aliança pela Liberdade, que é um movimento estudantil autônomo e sem ligação partidária que surgiu em abril de 2009, teve como objetivo opor-se ao movimento estudantil que já existia até então, o movimento se identifica com uma política liberal.

Juntos, uma organização política que teve início como um jornal e se inspirou em movimentos como Primavera árabe e os Pinguins do Chile e está associada ao partido PSOL, possui um alcance internacional e uma das suas primeiras atuações foi contra a usina hidrelétrica de Belo Monte, localizada no Rio Xingu e que provocou uma série de questões sociais.

Juventude do PSDB, esse movimento foi fundado em 88 junto com a fundação do partido PSDB, é uma organização política que deu corpo com a campanha de Mário Covas à presidência de 89, também esteve presente nas manifestações pelo impeachment de Collor.

O Movimento Estudantil é uma forma de organização política protagonizada por diversos estudantes, sendo formado principalmente por alunos de ensino médio e por alunos das Universidades.

O movimento é uma importante ferramenta de luta dos estudantes e de extrema importância para o direcionamento político e da educação no Brasil e no mundo.

Serve de aprendizado para os estudantes conhecer um pouco mais sobre a democracia, além de fazer parte do processo educativo e do processo de consciência política.

O movimento que em Maio de 68 se inicia com o início da construção dos movimentos universitários, enquanto o mundo estava mergulhado na Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, na França depois de 20 anos após ocupação nazista, as ruas de Paris voltaram a ser tomadas e desta vez por estudantes e trabalhadores.

O estopim do movimento foi o fechamento da Universidade de Paris em 2 de Maio.

O movimento que durante muito tempo foi considerado como secundário no cenário brasileiro.

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